Faça-se luz no Lagarteiro!

Na passada sexta-feira, a Associação Movimento Terra Solta levou a cabo um debate de sensibilização para a colocação de painéis solares no bairro do Lagarteiro.

O debate, que teve lugar no auditório da Junta de Freguesia de Campanhã, contou com a presença de Ernesto Santos (Presidente da Junta de Freguesia de Campanhã), Eng.º Manuel São Simão (Associação Terra Solta-Engenheiro mecânico); Zeferino Martinho (representante da Empresa Small-Power); Engº João Pinheiro (gestor de empresas na área das Energias Renováveis e Eficiência Energética); do Engº Francisco Flórido (Associação Movimento Terra Solta), na condição de moderador.

Durante o encontro foram discutidos temas como a sustentabilidade, o impacto visual e a possibilidade de produzir energia “sem custos”.

A experiência do Engº João Pinheiro, como consultor na área da energia em Portugal e em vários países africanos (EnergiasQoop), foi importante para esclarecer questões relacionadas com a eficiência

energética e o financiamento necessário para a implementação de painéis fotovoltaicos em bairros sociais.

A questão custo/benefício, esteve sempre “em cima da mesa", pelo que a cidade de Matosinhos serviu como referência em termos de sustentabilidade, através das experiências de captação e produção de energia realizadas na rede de equipamentos desportivos, através do uso de painéis solares.

Levar eletricidade gratuita aos moradores do Lagarteiro é apenas um dos vários projectos que a Associação Movimento Terra Solta apresenta para 2014. Com a ajuda da sociedade civil e do financiamento de várias empresas, a Associação propõe iluminar o bairro onde a EDP cortou a luz em Outubro.

Em 2009, a Câmara Municipal do Porto tinha anunciado a intenção de instalar cinco mil metros quadrados de painéis solares em bairros, no âmbito da Estratégia para a Sustentabilidade da Cidade.

Após o corte de luz no bairro do Lagarteiro, a Autarquia lançou um concurso em que se procura uma empresa disponível para co-financiar, conceber, projectar, construir, explorar e assegurar a manutenção de um sistema solar térmico.

O projecto não especifica um valor base, sendo certo que o preço corresponde a 30% da decisão final. Avalia técnica da proposta (50%), o plano de negócio (15%) e o prazo (5%) - de execução e de duração do contrato.

Quem ganhar o procedimento ficará com a concessão do sistema por um prazo de 20 anos. O processo é liderado pela empresa municipal DomusSocial, que tem a seu cargo a responsabilidade da gestão e da manutenção de todos os bairros sociais do Porto.

Também a cidade da Maia, no Grande Porto, pretende colocar painéis solares em três dezenas de bairros sociais, escolas básicas, instalações desportivas e outros edifícios municipais.

O projecto está avaliado em €5 milhões e tem como objectivo a redução da factura de energia da câmara local, tendo sido já foi aprovado pelo QREN para obter apoios europeus.

Após hora e meia, o debate terminou com um Porto de Honra, ao estilo Terra Solta… Com abraços, sorrisos e um bem-haja!

Verónica Moreira

lagarteiro, terrasolta

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Comentários

Para quem como nós apregoa diariamente sustentabilidade e pela pelo direito à produção própria de energia, não poderíamos de estar mais de acordo com esta iniciativa.

E sim, é claramente viável tornar os bairros sociais produtores em larga escala da sua própria energia.
Como exemplo veja-se o próximo PRODER ao contemplar apoios ao sector agrícola para a produção da própria energia, assim é revelador o sentido da Europa no fomento a estas iniciativas conducentes à independência energética dos estados membros, com vários incentivos e apoios ainda mais nesta área da sustentabilidade social.

À associação Terra Solta, o nosso louvor pela iniciativa, e pelo empreendedorismo de ideias.
De aplaudir.

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