Ter um viveiro de mudas é como construir um pequeno berçário vegetal. Com a utilização de algumas técnicas especiais de cultivo, criam-se condições para que sementes se desenvolvam da melhor maneira e tornem-se fortes o suficiente para serem plantadas, de forma definitiva, em outros espaços. Existem diferenças de níveis de dificuldades nesse processo de acordo com as espécies escolhidas e da funcionalidade de cada viveiro de mudas mas, de maneira geral, o fator mais importante é o cuidado destinado a esta fase do desenvolvimento das plantas.

Existem três tipos diferentes de viveiros: os permanentes, os temporários e os de espera. Os permanentes destinam-se a vários ciclos de produção de mudas e exigem uma estrutura maior e mais sofisticada, ao contrário dos temporários, que são criados para atender a uma demanda específica e, em seguida, desativados, contando com instalações mais simples e, em geral, próximas do local de plantio. O chamado viveiro de espera é, na verdade, uma área próxima ao local definitivo de plantio, preparada para que as mudas possam se aclimatar às condições da zona onde serão cultivadas.

Como montar um viveiro de mudas

Para montar o viveiro de mudas é necessário, primeiramente, escolher um local adequado – preferencialmente com topografia levemente ondulada e um tamanho que permita a instalação de sua estrutura. Esta área deve ser limpa e, pensando em uma versão média, minimamente estruturada com moirões de madeira – estaca utilizada para cercar terreno – com medidas aproximadas de 3 m de comprimento e 20 cm de diâmetro, distantes 3 metros entre si. Esse distanciamento permitirá que se caminhe entre elas e se realizem os cuidados necessários, como a rega. A incidência de sol e a proximidade de fontes de água são outros fatores importantes a serem levados em conta.

Na hora de semear, cuide para separar e descartar as sementes com cores diferentes das demais (que têm menor probabilidade de germinar). Coloque até três sementes em embalagens de plástico especiais e cubra-as de terra úmida – que deve preencher até a metade da embalagem. Esta técnica pode variar de acordo com a necessidade ou o conhecimento técnico. Em alguns casos, as mudas são retiradas, por exemplo, de partes de plantas já adultas. É possível obter informações sobre estes e outros métodos em sites de universidades de agricultura e agronomia ou no site da Empraba.

Para o controle de calor e luminosidade, é necessária a colocação de uma lona transparente sobre as mudas, a uma altura de aproximadamente 3 metros, com o intuído de permitir a circulação de ar, evitar o contato direto dos raios solares com as sementes em desenvolvimento e permitir a criação de zonas de sombreamento.

Como a terra deve estar sempre úmida, é possível optar por métodos ainda mais sofisticados, com a construção de pequenas canaletas em declive sob as estruturas de madeira ou sistemas de gotejamento. Mais uma vez, a menos que se tenha este conhecimento, a busca por um especialista se faz necessária. A boa e velha rega diária, porém, tem tudo para possibilitar bons resultados.

Essas são dicas básicas de como montar um viveiro de mudas. Como podem existir diversas variações (de tamanho, condições climáticas, técnicas mais adequadas para cada espécie, intenções ou não de tornar o viveiro profissional) é importante buscar a obtenção de informações específicas junto a profissionais da área e órgãos especializados. Esta troca de ideias é o fertilizante final para que as suas sementes se transformem em mudas fortes, capazes de trazer ainda mais verde ao planeta.